92 hinos da CCB em Mi bemol maior no violino
Mi bemol maior é a tonalidade mais comum em todo o Hinário Nº 5 da Congregação Cristã no Brasil. São 92 hinos nessa tonalidade, quase 20% dos 480 hinos do hinário. Para o violinista que deseja tocar esses hinos, entender como funciona Mi bemol maior no instrumento é o primeiro passo.
Neste artigo, você vai entender a armadura de clave dessa tonalidade, os padrões de dedos usados em cada corda e o que é a 1ª posição baixa. No final, veja como o livro 480 Hinos com Dedilhados para Violino resolve tudo isso de forma prática e visual.
O que é a tonalidade de Mi bemol maior?
Mi bemol maior é uma tonalidade com três bemóis na armadura de clave: Si♭, Mi♭ e Lá♭. Isso significa que, ao longo de toda a música, essas três notas soam meio tom abaixo do natural. Toda vez que aparecer um Si, um Mi ou um Lá na partitura, ele será automaticamente bemolizado.
Essa tonalidade é bastante usada em repertório de sopros e música vocal, pois favorece o registro médio da voz. Na CCB, ela domina o hinário justamente por esse motivo: a tessitura dos hinos encaixa bem para a congregação cantar. Para o violinista, no entanto, ela exige atenção especial à posição dos dedos.
O que é a 1ª posição baixa no violino?
A 1ª posição baixa é uma variação da 1ª posição tradicional. Na posição padrão, o primeiro dedo (indicador) é colocado a um tom inteiro acima da corda solta. Na 1ª posição baixa, o primeiro dedo recua meio tom, ficando bem próximo à pestana.
Essa pequena mudança permite tocar notas bemolizadas sem usar corda solta. É justamente o que acontece em Mi bemol maior: a maioria das notas precisam de ajuste para baixo, e a 1ª posição baixa resolve isso de forma natural. Quem ainda não conhece essa posição pode se surpreender com a simplicidade da lógica.
Quais padrões de dedos usar em Mi bemol maior?
No violino, os dedos seguem padrões que definem os intervalos entre eles. Cada padrão organiza tons e semitons de forma diferente. Em Mi bemol maior, cada corda pede um padrão específico, sempre em 1ª posição baixa.
Veja abaixo como funciona corda por corda:
Corda Sol (amarela)
Na corda Sol, usa-se o 4º padrão em 1ª posição baixa. O 4º padrão é o único em que todos os intervalos entre os dedos consecutivos são de um tom inteiro: 1-2 tom, 2-3 tom, 3-4 tom. Com o primeiro dedo já recuado meio tom (1ª posição baixa), as notas ficam: Sol (solta), Lá♭ (1º dedo), Si♭ (2º dedo), Dó (3º dedo) e Ré♭ (4º dedo).
Corda Ré (verde)
Na corda Ré, o padrão é o 3º padrão em 1ª posição baixa. No 3º padrão, os dois primeiros intervalos são de um tom e o último é de semitom: 1-2 tom, 2-3 tom, 3-4 semitom (dedos 3 e 4 ficam juntos). Com o primeiro dedo baixo, as notas são: Ré (solta), Mi♭ (1º dedo), Fá (2º dedo), Sol (3º dedo) e Lá♭ (4º dedo, junto ao 3º).
Corda Lá (azul)
Na corda Lá, também se usa o 3º padrão em 1ª posição baixa. A lógica é a mesma da corda Ré, transposta uma quinta acima. As notas resultantes são: Lá (solta), Si♭ (1º dedo), Dó (2º dedo), Ré (3º dedo) e Mi♭ (4º dedo, junto ao 3º). Esse Mi♭ é a nota que dá nome à tonalidade, e ela aparece exatamente no 4º dedo da corda Lá.
Corda Mi (vermelha)
Na corda Mi, o padrão muda para o 1º padrão em 1ª posição baixa. No 1º padrão, o semitom fica entre o 2º e o 3º dedo: 1-2 tom, 2-3 semitom (dedos juntos), 3-4 tom. Com o primeiro dedo baixo, as notas são: Mi (solta), Fá (1º dedo), Sol (2º dedo), Lá♭ (3º dedo, junto ao 2º) e Si♭ (4º dedo). Perceba que Lá♭ aparece aqui com os dedos 2 e 3 unidos, o que é característico do 1º padrão.
Por que tantos hinos da CCB estão nessa tonalidade?
A Congregação Cristã no Brasil usa instrumentos de sopro com destaque, como o trombone e o bombardino. Esses instrumentos transpositores se beneficiam de tonalidades com bemóis. Mi bemol maior é natural para eles. Além disso, a tessitura vocal dos hinos encaixa bem nessa tonalidade para vozes masculinas e mistas.
O resultado é que 92 dos 480 hinos estão escritos em Mi bemol maior. Isso equivale a quase um quinto do hinário inteiro. Para o violinista da escolinha ou do grupo musical da comum, dominar essa tonalidade é essencial.
Como o livro 480 Hinos facilita o estudo em Mi bemol maior?
Memorizar qual padrão usar em cada corda para cada tonalidade é um desafio real, especialmente para iniciantes. É justamente aí que o livro 480 Hinos com Dedilhados para Violino, de Jean de Oliveira, faz a diferença.
O livro traz os 480 hinos do Hinário Nº 5 com a melodia (voz do violino) e, em cada nota, o número do dedo e a cor da corda. O número indica qual dedo usar: 1 para o indicador, 2 para o médio, 3 para o anelar e 4 para o mínimo. A cor indica a corda: vermelho para Mi, azul para Lá, verde para Ré e amarelo para Sol.
Não é preciso decorar padrões nem calcular posições. O dedilhado já está resolvido em cada partitura. Para os 92 hinos em Mi bemol maior, os padrões descritos neste artigo já estão aplicados nota por nota. O violinista abre o hino e toca.
As 480 partituras foram transcritas pela professora Fernanda Teles, garantindo precisão e cuidado em cada detalhe. Jean de Oliveira, criador do método MJO e com estudos na EMESP Tom Jobim, supervisionou o projeto com base em sua própria trajetória na CCB, desde a escolinha da comum da Granja Viana até a formação acadêmica.
Um recurso pensado para quem toca na comum
O livro não ensina a tocar violino do zero. Ele é um material de apoio para quem já tem alguma base e quer acessar os hinos com mais agilidade. É ideal para o irmão ou a irmã que frequenta a escolinha e quer estudar em casa com o hinário na frente.
Se você toca violino na CCB e quer aprender os hinos em Mi bemol maior sem precisar decifrar cada padrão de dedo sozinho, conheça o livro 480 Hinos com Dedilhados para Violino. São 92 hinos nessa tonalidade, todos com dedilhado colorido e numerado, prontos para você estudar.
Mi bemol maior pode parecer complicada à primeira vista, mas com o dedilhado certo em mãos, ela se torna acessível. E agora você já sabe exatamente o que esperar de cada corda quando abrir um hino nessa tonalidade.